Keeping Up With Bruna Oliveira

Bruna Olliveira influenciadora webamiga

Na internet há mais de 10 anos, Bruna Olliveira é aquele tipo de influenciadora que é tão gente como a gente, que basta um ou dois stories para você ser captado pela energia dela e ter vontade de sentar para tomar uns bons drinks.

Carismática e cheia de personalidade, parte de seus seguidores chegaram quando ela ainda atuava como produtora musical e se relacionava com Projota, há quase 10 anos. Mesmo com o término, Bruna nunca chegou a ficar na sombra de ter se relacionado com alguém público, assunto do qual fala com muita tranquilidade.

Questionada sobre o saldo que faz hoje e já em outro momento da vida, ela resume: “Acho que não podemos falar em saldo de relacionamento nenhum. Não nos relacionamos esperando ter ‘lucro’ ou com medo de ‘prejuízos’. Como todo relacionamento, entendo que o mais importante é aquilo que aprendemos (com erros ou acertos; com coisas boas ou ruins).  Posso dizer que eu aprendi muito”.

Foi desse jeitinho despretensioso e natural que a influenciadora conquistou seu público e hoje está cercada de webamigas, que se divertem com os stories de dancinhas repentinas, posicionamentos fortes e diversos debates sobre assuntos importantes como racismo, feminismo e política. E, claro, tudo isso com muito filtro solar.

BRUNA POR ELA MESMA

Na contramão da linha de blogueiras que postam uma rotina bem diferente da vida real e, por vezes, cansativa de tão fútil, ela explica que nunca teve uma fórmula para se colocar nas redes.

“Meu Instagram começou a ter mais seguidores comigo sendo eu mesma.  Desde então, eu me (re)descobri diversas vezes, mas nunca deixei de ser honesta comigo e com quem me seguia. Não sei dizer se eu compreendia o que esse mundo da influência significava lá no começo (até mesmo porque nem eu tinha essa noção); hoje, com mais experiência, talvez ainda não saiba qual é o significado, mas entendo e sinto o peso da responsabilidade. Por isso é tão importante toda essa consciência sobre nós e aquilo que postamos. Na medida do possível, tento usar minhas redes a partir desses parâmetros”, conta.

Até mesmo o contato com as seguidoras, com quem demonstra ter uma troca ativa e de muito afeto, Bru conta que vieram desses momentos em que divide um pouco da vida pessoal, mas sempre tentando também respeitar seus limites, sem pressão ou cobrança para estar presente o tempo inteiro.

“Tento fazer o uso das redes da forma mais sincera possível. Quando digo que são ‘webamigas’ é porque realmente são, sem nenhum tipo de demagogia, me divirto muito com quem me segue. Dou risada com DMs, compartilho angústias, etc. Algumas pessoas viraram, inclusive, amigos da vida, para além da internet. Não é à toa que, quando estou irritada, posto coisas irritada ou, quando não estou a fim, simplesmente não apareço por lá.”

E, por incrível que pareça, em um momento em que cada vez mais se discute sobre ataques de ódio e comportamento na internet, às vezes até mesmo ela tem que lidar com comentários ofensivos. “Inevitavelmente, tem gente ali cujo intuito é meramente nos agredir. Se eu falasse que nunca pensei em deletar a conta estaria mentindo, nesses casos, a melhor solução é desligar um pouco das redes.”

QUARENTENA X SAÚDE MENTAL

Diagnosticada com depressão e ansiedade, recentemente ela abriu o diálogo com o público para falar sobre o assunto e contar como estava lidando com os episódios, além da importância de se discutir abertamente de temas tão importantes.

“O mais difícil foi ter forças para recomeçar meu tratamento. Dividir a minha história foi uma forma que eu encontrei de enfrentar as minhas dores e, ao mesmo tempo, lembrar a quem me segue que a depressão é uma realidade. A maior parte do retorno foi muito positiva, principalmente de pessoas que foram buscar ajuda médica e, assim, conseguiram dar passos importantes no combate à depressão.”

Reprodução

Passar esse período de quarentena e isolamento social, tão difícil para todo mundo, ela conta que só foi um pouco menos dolorido por ter começado o tratamento terapêutico e psiquiátrico no fim de 2019, e porque teve o suporte do companheiro, o professor de história Rafael Verdasca.

“Em casa, o Rafa e eu nos tornamos ainda mais parceiros. Conversamos muito sobre tudo, compartilhávamos nossas angústias, nos apoiávamos quando um de nós estava mais triste e sempre buscamos nos divertir. Foi um laço que ficou ainda mais apertado e fundamental tanto para mim, quanto para ele nesse momento.”

Apesar de o rapaz ser tímido e nem sempre dar as caras no perfil da influenciadora, ele se tornou um xodó entre os seguidores, que se divertem quando ela o filma ou faz responder caixinhas de perguntas da galera. A cumplicidade entre o casal também reflete na fala carinhosa de Bruna quando explica como foi esse encontro entre eles: “A melhor coisa que me aconteceu. Poderia falar que é a segunda melhor, já que tenho uma filha linda, mas sem Rafa não teria grão”, diz ela, se referindo à Cecília, de apenas três meses.

MATERNIDADE

A chegada da pequena, inclusive, foi muito aguardada. Para que tudo acontecesse da melhor maneira, eles não apenas tomaram a decisão em conjunto, como também se programaram com um planejamento financeiro para viver essa nova fase.

Foto: Rê Monteiro

“Eu quis muito engravidar e me preparei muito para viver esse momento da melhor forma possível. A minha gestação foi muito tranquila em todos aspectos, foram meses preparando o meu corpo e cuidando do meu emocional. Foi a experiência mais avassaladora da minha vida e desde então vivo chapada de amor”, se derrete.

Mesmo com o turbilhão de emoções de um dia tão especial, ela revela que ainda tem alguns conflitos internos por tudo ter acontecido tão rápido. Para quem não se lembra, Bru acabou dando à luz no carro, quando estava no caminho para o hospital, em um parto que ela brinca ter sido “à jato”, mas que foi assistido e orientado de perto pela doula Sophia Reis. “Ainda estou processando tudo o que aconteceu no dia. Sonhei com um parto natural e tive, mas nem tudo foi do jeito que sonhei e, passado a euforia do dia do parto, estou lidando com algumas frustrações na terapia”, revela.

Quando pergunto se ela foi a mãe que esperava, com aquela ideia romântica que costumamos ter antes de encarar a realidade do maternar, ela deixa claro que ainda está aprendendo, dia a dia, na companhia da filha. “Não fiquei criando expectativas durante a gestação por saber que gestar, parir, amamentar e criar é extremamente individual e em cada casa acontece de um jeito. Por aqui, estamos vivendo um dia de cada vez, lidando com as demandas que vão surgindo e vou compartilhando parte desses processos. Alguns eu amei e amo viver; outros não. Alguns tiveram e ainda têm dores; outros não. Nem sempre tudo é belo e feliz. Porém, têm dias que as coisas dão super certo. ”

Sobre a parte mais difícil, ela não titubeia: “a demanda física”. E explica: “Estar o tempo inteiro disponível para um ser que depende inteiramente de você e que não sabe se expressar é exaustivo. A mais gostosa é todo o resto.”

Registro da chegada de Cecília, em 17/8/2021. Uma leonina não tinha como vir diferente, né?

CARREIRA

Depois de transitar no meio da música, audiovisual e até de marketing, Bruna está recém-formada em Direito e já revelou não ver a hora de poder prestar a prova da OAB para poder trabalhar de fato na área, que é um sonho antigo.

“Sempre tive essa vontade e, durante muito tempo, julguei que não era capaz nem de passar pela universidade de direito e nem para advogar. Quando entreguei meu TCC, no final de 2020, e me formei, foi uma realização indescritível. Agora que tenho certeza de que sou capaz, não vejo a hora de dar mais passos nessa direção. Acho que mais do que ‘missão’, eu tenho muita vontade de fazer isso na minha vida”.

Alguma dúvida de que logo veremos nossa webamiga preferida dando um show nos tribunais por aí? Já queremos uma petição para continuar acompanhando tudo bem de pertinho.

RAPIDINHAS

Um medo:  Tenho pânico de aviso. Mas, hoje meu maior medo é que aconteça algo com a minha filha.

Um amor: Patum.

Um momento de felicidade: Nascimento da grão.

Um momento de tristeza: A morte do meu avô.

Uma lembrança boa: Minha primeira viagem com o Rafa.

Um mico: Quando chamei a Paula Lima de Margareth Menezes. 

Algo sobre você que as pessoas não sabem: Não sei ver hora em relógio de ponteiros.

Uma viagem dos sonhos: Islândia.

O que você espera para o Brasil 2022: O fim do mandato do Bolsonaro.

Publicado por

Jornalista, filósofa de travesseiro e escritora de meia tigela. E, pra piorar, ainda é canceriana, pensa no drama! Nas horas livres reclama da vida, fala de reality e escreve umas bobagens

5 thoughts on “Keeping Up With Bruna Oliveira

  1. Ah eu amo ela , nossa uma mulher maravilhosa virei fã dela comecei a seguir por causa do Projota e depois me vi amando ela mais que nunca, que vibe gostosa que ela passa

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  2. Eu amo a Bruna véi, ela não é uma influenciadora rasa, ela fala sobre política, fala sobre maternidade, feminismo, pessoas… e ao mesmo tempo fala de panetone, peidos,realitye séries. Conheci ela pela Keep que falou que ela era ex do Projocolis, fui curiar e fiquei pra sempre. Ela é demais.

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