SPOOKEEP#2: QUADROS AMALDIÇOADOS DE GIOVANNI BRAGOLIN

Várias lendas macabras assombraram o imaginário das crianças e adolescentes dos anos 80 e 90 e uma delas, que eu tenho certeza de que você já ouviu falar se nasceu nessa época, é a dos quadros malditos do pintor Giovanni Bragolin.

Bom, a série de quadros – originalmente batizada Gypsy Boys, que conta com 27 obras – retrata imagens de crianças chorando, com feição de muito sofrimento e agonia, o que já é horrível de se imaginar.

Poderia ser apenas uma arte de mau gosto do artista, mas acontecimentos envolvendo esses tais quadros amaldiçoados foram relatados, criando essa lenda assombrada.

No ano de 1985, o jornal britânico The Sun noticiou um acontecimento um tanto quanto inusitado. Uma residência pegou fogo, mas nem tudo foi consumido pelas chamas. Um item sobreviveu intacto ao acidente. E esse item, adivinhem, era uma das 27 pinturas das crianças chorando.

Além da matéria, um bombeiro declarou que presenciou inúmeros incêndios residenciais e a única coisa que restava das cinzas era uma das pinturas macabras de Giovanni Bragolin.

A MALDIÇÃO
Embora os quadros tenham sido pintados nos anos 50, a lenda surgiu na Inglaterra, e se espalhou pela Europa em meados dos anos 80.

O pintor italiano Giovanni Bragolin, frustrado com suas artes que não lhe rendiam frutos, resolveu fazer um trato com o Diabo.

Só que ele, muito do esperto, não vendeu a sua alma como forma de pagamento, e sim as almas daqueles que comprassem seus quadros. Um queridão, não é mesmo?

Após o trato – nada bacana – firmado, Bragolin teve uma noite de pesadelos terríveis. No sonho assustador, o pintor viu crianças em desespero, chorando incessantemente porque estavam sendo torturadas e mortas em algum tipo de ritual.

Daí a ideia de pintar crianças chorando. A série de quadros fez um enorme sucesso e as artes começaram a ser replicados e se espalharam ao redor do mundo.

Para piorar, se é que é possível, Bragolin pintou seu próprio filho em uma das imagens e, para fazer a criança chorar, ele acendia fósforos perto da criança, já que ela tinha medo de fogo.

Claro que essa é apenas uma versão da lenda que circula pelo mundo a fora, assustando o imaginário de todos que a escutam.

CAOS
Os leitores do The Sun, que tinham uma dessas reproduções infelizes penduradas na parede de suas casas, ficaram desesperados. O jornal local então resolveu tomar uma atitude (@a.vida.de.tina, corre aqui) para tentar acalmar seus leitores e colocar um fim naquele alvoroço todo.

Foi organizada uma enorme fogueira para queimar (????) as reproduções das pinturas que os leitores enviaram ao jornal. Aparentemente o fogo do The Sun conseguiu acabar com a maldição daqueles quadros e todos foram reduzidos a pó.

PICUINHA
Um burburinho aqui e outro ali começaram a surgir após a “caça às bruxas” que o The Sun instaurou. Isso porque muitos leitores não acreditaram na história dita pelo jornal, ou mesmo pela lenda, e defendiam que os quadros não queimavam por causa do material de que eram feitos, de alta densidade, que levavam mais tempo para serem consumidos pelo fogo.

Ainda, na época do acontecido, havia uma rivalidade muito grande entre o jornal The Sun e o Daily Mirror, então suspeitava-se que o The Sun inventou toda essa história como forma de publicidade, para se destacar mais que o seu concorrente.

À BRASILEIRA
Esses quadros eram (e ainda são) encontrados aos montes nas casas brasileiras (inclusive na minha). Obviamente que a lenda chegou no Brasil e foi incrementada pela nossa criatividade, já que desgraça pouca é bobagem.

Aqui, foi observada que, além do medo, tristeza, angústia e mau gosto que as pinturas representavam, havia figuras escondidas fazendo algum tipo de mal para as crianças choronas.

Por exemplo, no quadro abaixo, é “possível” encontrar (se você se esforçar muito) um tipo de mão, esganando o pescoço da coitada da criança.

Foi aí que essa lenda foi incorporada no imaginário da criançada.

Supostamente, Giovanni teria concedido uma entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, nos anos 80, recomendando que as pessoas não comprassem seus quadros, devido a maldição. E que se tivesse comprado, queimassem as obras para não correrem o risco de ter suas casas incendiadas.

Contudo, nunca houve provas de que esta entrevista realmente aconteceu, sendo mais um ingrediente para essa lenda que ronda nosso cotidiano há mais de 30 anos.

Chegamos ao fim de mais um SpooKeep, espero que tenham gostado!

Até semana que vem!

– Luana.

Publicado por

Aquariana de 94, B da comunidade LGBTQIA+, advogada que escreve nas horas vagas e que adora uma conspiração. Aquela que ama filmes de terror, mas só os assisti ao sol do meio dia. Contra toda autoridad excepto mi mamá!

14 thoughts on “SPOOKEEP#2: QUADROS AMALDIÇOADOS DE GIOVANNI BRAGOLIN

  1. Já quero confirmar com a Glória Maria se essa entrevista realmente existiu ou faz parte da fic 🤣 Sou doida por um quadro desses, acho a arte linda e nada horripilante, todo mundo chora. E o The Sun sempre foi o tabloide com menos credibilidade da vida, jamais acreditarei kkkkk

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    1. Eu rodei essa internet procurando essa entrevista hahaha, mas acho que é fic, mas fica ai a dúvida, né?! Menina eu tinha um aqui em casa, anos atrás, mas daí jogaram fora, ainda bem kkkkkk. The Sun é complicado mesmo, mas rendeu umas boas risadas, pelo menos kk

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  2. Minha família tinha esses quadros na casa de chácara, eu cresci vendo eles e então achando normais, passavam desapercebidos sei lá… mas depois “de grande” parei pra pensar que eram de mau gosto, não são obras bonitas né? 🤦🏻‍♀️Não sabia dessa “maldição” credoooo

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