Keeping Up With Gabi Brandt

Em atividade desde 2018, o Keeping Up Project decidiu mudar — e reitero o ‘mudar’ porque sempre tem alguém pra acusar e dizer que a gente se vendeu. Isso não aconteceu — nem vai.

Mas — em meio às polêmicas no núcleo das páginas e entretenimento — foi preciso que déssemos alguns passos para trás para repensar: que tipo de conteúdo queremos produzir?

Porque a autocrítica é necessária pra que a gente se mantenha em evolução.

Foi assim que decidimos estrear essa nova fase do Keeping com ninguém menos do que Gabi Brandt — não, não é um post patrocinado: tanta gente já falou sobre ela na página que nada mais justo do que oferecer esse espaço pra que ela mesma conte seu lado da história.

Então…

Keeping Up With: Gabi Brandt

Parece que faz mais tempo, mas foi só em 2016 que Gabi Brandt começou a ser conhecida pelo público. Nesses 5 anos, aconteceu de tudo um pouco — e polêmicas não foram raras na trajetória da influencer. Talvez por isso, surpreenda o fato de ela ser TÃO simpática e acessível.

Com um sotaque rio-pretense carregado e sorriso fácil, Gabi é direta, embora muito doce — por isso, quando pergunto sobre como ela cuida da saúde mental, Brandt logo explica como algumas das polêmicas tomaram proporções tão absurdas: com seu silêncio.

Gabi Brandt: Já foi muito pior pra mim. Acho que no começo, principalmente quando eu comecei meu relacionamento com o Saulo, eu acabei caindo de paraquedas numa história que eu não tinha nada a ver e tudo foi muito rápido. Então, eu não tive tempo de preparar meu psicológico. Não foi gradativamente: foi um monte do nada. Pra mim foi um susto. E eu criei um mecanismo de defesa que foi me fechar.

Então, se você analisar a minha trajetória, eu acabei não me pronunciando em nenhuma polêmica, não passando meu lado. Eu tinha muito medo das pessoas julgarem. Não sei, eu pensava “cara, eu vou me blindar”, porque — pelo menos no meu subconsciente — eu me convencia de que as pessoas estavam criticando porque não sabiam a minha versão. Era uma maneira de me convencer de que aquilo era injusto.

Kyra: E você se arrepende? Acha que teria sido melhor falar?

GB: Me arrependo. Eu acho que isso acabou me deixando numa posição de “quem cala consente” e repercutiu de uma maneira incontrolável. As pessoas tem uma versão de mim hoje que não sou eu — e isso me deu muito problema de ansiedade, fiquei muito noiada, muito mal. Noiada mesmo…

Hoje em dia, acho que até porque a gente saiu um pouco dos holofotes, melhorou muito.

K: Em relação ao futuro, o que você pretende fazer agora: viver a vida mais offline, continuar trabalhando com internet ou investir em música? Porque a gente sabe que você tem um vozerão e que tinha essa vontade…

GB: Então, esse negócio que você falou da música já foi meu sonho, de verdade. Só que aí eu comecei a postar vídeo no YouTube e eu nunca tive aula, nada de técnica, só cantava de bobeira… e comecei a receber muita crítica, a galera falava muito mal… aí desanimei. Hoje em dia não tenho mais vontade, acho que foi uma coisa mais momentânea.

Mas eu quero continuar trabalhando com internet, até porque eu sinto que faz parte do meu chamado e do meu propósito de vida. Eu creio que Deus não me deu tanta visibilidade e tantas pessoas que me seguem à toa. Eu preciso passar uma mensagem, nem que essa mensagem seja com o meu testemunho, minhas atitudes, com o que eu sou e o que eu vivo diariamente. Então eu não pretendo parar de trabalhar com internet — mas hoje em dia eu filtro muito mais o que eu coloco nas redes sociais e o que eu mantenho no offline.

K: Desde que você tá na mídia, você se transformou muito em relação a personalidade, objetivos e tudo mais. No seu ponto de vista, qual foi a principal mudança?

GB: Acho que a minha realidade em si. Porque quando eu comecei na internet, eu era solteira, doidona, queria causar, curtir a vida… quando eu comecei, tava numa fase de transição entre a adolescência e a vida adulta. Eu ainda era meio adolescente, tinha outros propósitos, outros objetivos, outro estilo de vida, outra realidade. Hoje em dia eu sou casada, tenho dois filhos, me converti… passei pra fase adulta, sabe? Tenho as minhas responsabilidades, o cenário da minha vida num geral mudou. E por dentro?! Minha personalidade? Mais ainda!

É só analisar o tanto de perrengue que eu já passei e o tanto que eu tive que amadurecer nesse tempo. Eu já passei por um relacionamento abusivo péssimo que foi extremamente prejudicial pra minha saúde, mudei de cidade duas vezes, me casei, tive uma crise no casamento, me separei, voltei, tive dois filhos, então, assim, eu amadureci muito.

E eu vejo muito essa cobrança do pessoal. Tem gente que fala “Nossa, preferia a Gabi de antes” ou “A Gabi de quando eu comecei a acompanhar era muito mais legal”. Até fisicamente! As pessoas falam “Nossa, por que você não volta com o corpo que você tinha antes?”.

Eu tô em constante evolução! Se hoje me dissessem “Adoro te acompanhar porque você é exatamente a mesma pessoa de quando eu comecei a te acompanhar” eu ia ficar bem preocupada. Porque se depois de tudo isso, depois de tanto tempo, eu não tivesse mudado tanto, seria um motivo pra me alertar. Eu quero estar em constante transformação — e pra melhor!

K: Se você pudesse dar um conselho pra quem quer trabalhar com internet e tá começando nesse meio agora, o que diria?

GB: Ser influencer tem se tornado um sonho cada vez mais comum porque é mais acessível: faz quem quer e quem consegue cativar. Você não precisa de um diploma. Então a dica que eu sempre dou é: seja você. Não tenta caber no que tá na moda, vai no que você quer e prega o que você vive. Ninguém sustenta personagem por muito tempo e ninguém agrada todo mundo — nem Jesus agradou. Mas principalmente: não se defina pelo que as pessoas falam.

Teve uma época que as pessoas falavam tanta coisa de mim que eu comecei a pensar “Cara, será que eu sou assim e só eu não percebo?!”. Eu queria tentar entender. Então, se teve uma coisa que eu aprendi com a internet é que eu não posso me definir pelo que as pessoas falam, porque elas falam baseadas na informação que elas têm — e é pouquíssimo. Não tem como elas terem noção de uma vida inteira com isso. Quem tem que saber de mim sou eu.


E, com isso, foi dada a largada de entrevistas e conversas que vão rolar por aqui. Curtiu? Tem alguém que você quer muito ver e ouvir no Keeping? Fala que eu te escuto!

Com amor, como sempre, Kyra

Publicado por

Jornalista, geminiana, paulistana & esquisita. Gosto de geopolítica, arte, cultura pop e aleatoriedades em geral. Por aqui, acho importante trazer temas que abordem diversidade, ativismo e outras causas relevantes — além de entrevistas que mostrem lados que as redes sociais nem sempre exploram =) No Keeping, assino meus textos como Kyra, e você pode conhecer mais sobre meu trabalho aqui: https://www.linkedin.com/in/jamilediniz/

16 thoughts on “Keeping Up With Gabi Brandt

    1. Acho que a Brandt não mostrou nem 1% do seu potencial, acho que todo o escândalo e críticas que ela recebeu por uma situação que ela não era a culpada fez ela se fechar muito, mas aos poucos ela vai voltando, ela é fod4, amo ver ela com os filhos,

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  1. MARAVILHOSAAAAAAAA!
    Muito importante ter essa outra versão dos fatos e se parar pra pensar… quem não muda? E se você continua a mesma pessoa falam que você é acomodado etc.
    Espero que ela esteja bem! ♥️

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  2. Como sempre, arrasaram! Eu sempre curti muito a Gabi. Meu lado fofoqueira queria saber os babados, não posso mentir né kkkkk. Mas ver quem ela tem se tornado, é muito legal. Felicidades pra ela e pra família. ❤️

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  3. Adorei a entrevista. E realmente da pra perceber que a Gabi fala muito bem e é direta.
    Meu desejo é entrevista com o ícone Victor Oliveira ou a perfeita da Magavilhas

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  4. Adorei a entrevista! Muito legal conhecer mais da Gabi pela versão dela e não pelo q a gente vê em insta de fofoca. E parabéns keep, amando a nova fase da página ❤

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